Will 2 Kill
 

Celebridades

É claro, elas estão aí, pro que der e vier. Quando você menos espera, aparece uma celebridade, brigando por uma lavagem de pára-brisas no sinal ou vendendo canetinhas 3 em 1 nos ônibus. Em certos locais, as celebridades já viraram praga. No Burburinho, por exemplo. Ou na Nox...

Minha relação com as celebridades sempre foi conflituosa. Quando eu era pirralho, peguei o autógrafo de todos os atletas da Seleção Brasileira...de futsal...Houve um jogo lá em Goiana, contra a Seleção Paraibana. Eu agarrei na preliminar e aproveitei pra pegar as assinaturas de Jackson, Cacá, Gera, Douglas e Beto. Depois, meu irmão mais velho disse que ia tomar conta dos autógrafos e nunca mais eu os vi. Acho que ele os vendeu.

Por falar em atletas, eu pedi o autógrafo de Ademir Muller, volante do Náutico no título de 89. É claro que eu estava bicado.

Mas eu não estava fora do meu normal quando encontrei Kuki no Shopping Recife. Estávamos eu, Silvinha e Belinha, quando, descendo um degrau da Praça de Alimentação, dou de cara com o atacante do Náutico, que no meio da semana tinha feito dois gols em não-sei-quem. Não me contive.

- Kuki, você é foda!!! Me dê um autógrafo.

- Como é seu nome?

- Wil,..., quer dizer, Júnior (claro que eu não ia explicar a Kuki como escrever meu nome)!

Prontamente, Kuki escreveu algo como "ao amigo Jr, Kuki".

Radiante, saio eu, quando Bellinha, com uma cara feia, me repreende.

- Pai, você falou dois palavrões!

- Não, filha. Falei só um e peço desculpas.

- O nome daquele homem é um palavrão também!!!

Mas legal mesmo foi quando acompanhei, junto com Mohammed, minha irmã Cremogema (a popular Bunda de Papa) e minhas primas, o cortejo do Dia do Frevo de 2001. A frevança já começou na Rua da Imperatriz, com direito a 4 litros de batida de limão. O percurso era até o Pátio de São Pedro. Quando chega lá, eu já estava dois degraus acima de Bira, de Páginas da Vida. Completamente chumbado, olhei do lado - já era noite - e vi Beth Carvalho. Sim, a sambista carioca, mangueirense. Me abracei com ela, a pulso, e soltei, na chincha:

- Beth Carvalho, eu zou zeu fã!!!!!

E, incontinenti, resolvi cantar uma música dela. E cantei Garoto Maroto....

Engano: Beth me confundiu com Siba

Para finalizar, outra experiência com músico. Sala de Reboco. Eu, Mohammed, Mamãe, minhas primas e cachaça. Quem tocava era o simpático Camarão, famoso por sua simplicidade e bom trato com os fãs - mais azedo do que chá de limão com alho. Eu parei de frente pro palco, completamente azuretado. Disse umas 10 vezes que era fã de Camarão. E ele se esquivando. Até que não houve escapatória nem mesmo saída: estendi a mão para apertar a mão santa e sagrada do sanfoneiro, que, a propósito, estava utilizando as duas mãos - as dele - para tocar alguma música de Luiz Gonzaga. Minha mão estendida continuou estendida até que, em um intervalo, Camarão não teve outra alternativa a não ser apertá-la. Deve ter durado um segundo. Depois, ele ainda limpou a mão - a dele - no fundo das calças - as dele. Quem manda ser famoso?



Escrito por Billfred às 12h35
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