Will 2 Kill
 

Curtindo a vida adoidado

 

Hoje passou na Sessão da Tarde o clássico filme Ferris Bueller’s Day Off. Em português claro, Curtindo a vida adoidado. É um dos mais legais de todos os tempos, reprisado a torto e a direito na Globo. Dirigido por John Hughes, um dos diretores  mais popcorn de Hollywood, o filme não ficou datado. Continua sendo diversão garantida. Matthew Broderick no auge, o impagável Alan Ruck como o medroso Cameron e Mia Sara, que tinha acabado de fazer A Lenda, formam o trio protagonistas. Ainda participam ótimos coadjuvantes como Jeffrey Jones (o rei de Amadeus), Jennifer Grey (a estrela de Dirty Dancing) e Charlie Sheen em uma ponta engraçadíssima. É daqueles filmes que ficam no córtex de uma geração. Tem pelo menos cinco cenas clássicas. Aí vão elas:

 

1. Ferris cantando Twist and shout

 

Essa cena é o clímax do filme. Em uma parada morgada tipicamente americana, o gazeador de aulas interpretado por Broderick alopra em uma versão genial do clássico popularizado pelos Beatles.

 

2. O diretor Ed Rooney se ferrando no fim

 

O fim do filme, com os créditos passando, é massa. Depois de ser mordido, ferido, ferrado e ridicularizado durante todos os 102 minutos da película, o diretor volta à escola. No ônibus escolar, acontecem cenas impagáveis. A música Oh Yeah, de um tal de Yello, aumenta o clima de chacota. E tem uma estudante de óculos fundos de garrafa que oferece um chiclete ao diretor...genial!

 

3. A Ferrari do pai de Cameron

 

O carro do pai do amigo de Ferris é um personagem à parte. Dos garagistas que alopram na direção à queda do bólido em uma mata nos fundos da casa de Cameron. Fuderoso.

 

4. O pai de Sloane pega a filha na escola

 

Cameron liga pra escola, fingindo ser o pai da namorada de Ferris. O diretor não acredita na conversa e desanca o suposto pai, achando que é o gazeteiro. Na outra linha, Ferris liga pra escola. O mal-entendido é clássico. E quando Ferris – que, disfarçado, fica a cara do Inspetor Buginganga, interpretado por Broderick anos depois – chega para pegar a aluna e dá-lhe um beijo na boca, não tem como não cair na gargalhada.

 

5. Cameron em estado de choque na piscina

 

Depois de acabar com a Ferrari do pai, o amigo de Ferris fica em estado de choque. Se joga na piscina e dá a impressão que vai se afogar. Ferris e Sloane tentam ajudá-lo. É quando ele começa a rir – se aproveitou da “catatonia” para brechar a namorada do amigo.



Escrito por Billfred às 17h43
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Continuação do post Ecologia Capilar 1

Ecologia capilar 2

 

Minha mãe reclamava do meu cabelo o dia todo. Meu pai também. Me davam dinheiro para eu cortar o cabelo e eu bebia o corte. Eu dizia que tivessem paciência que o cabelo iria ficar bonito. O tempo passava e nada do cabelo ficar bonito. Uma vez, vínhamos pela rua e passou um rasta, com um cabelo que parecia um balaio. A minha genitora mesmo arriou: “Lá vai Júnior”!

 

Nessa época, eu tomava um banho rapidíssimo de manhã e ia pro Especial, onde estudava, com o cabelo preso. Acho que por isso nenhuma menina “direita” chegava perto. Me chamavam de Lobão. Em frente à escola, tinha um espinheiro. Conversávamos debaixo dele em uma ocasião eu, Cabeça, Valderrama, Carbonized Eggs e outros que eu não me lembro. De repente, alguém disparou: “Olha uma aranha seca no cabelo de Wilfred”. Em minha defesa, digo que a aranha estava na árvore.

Eu, aos 20

 

Minha irmã sugeriu que eu desse um coquetel ou coisa que o valha. Aceitei. Ela, toda animada, pegou um pote de um produto que tinha cheiro de frutas. Me sentou numa cadeira e começou a aplicar o creme. Depois, ela foi no quarto dela e voltou com uma touca.

 

- Como é? Uma touca?

- É para ficar mais bonito.

- Tá bom.

 

Com a bendita touca na cabeça, minha irmã olhava para mim e caía na gargalhada. Voltou ao quarto e veio com outro troço para botar em cima da touca.

 

- Que porra é essa?

- É uma touca térmica.

- De jeito nenhum. Sou macho e headbanger.

 

Fiquei parecendo a deusa egípcia Nefertite. Meia hora depois, com a cabeça em chamas, ela desligou. Nada de diferente no cabelo.

 

- Veja amanhã!!!

 

No outro dia, meu cabelo parecia o de Malu Mader, o de Perla ou ou de Marcelo Demo. Quando eu mexia o pescoço, as madeixas se moviam tal e qual uma propaganda de xampu. Na escola, perguntaram o que eu tinha feito.

 

- Nada, só lavei...

 

O triste fim desse fuá foi um pouco antes do vestibular 93. Saiu um boato de que o Napalm Death viria tocar no Recife. E que os caras estavam todos carecas. Foi a senha pra galera resolver raspar a cabeça. Eu não queria. Fazia uns 3 anos que eu deixava o cabelo crescer.

 

Só que o pessoal começou a pegar os resistentes à carequice a pulso. Correram atrás de mim numa quarta-feira e eu escapei. Faltei à aula na quinta. Mas na sexta não deu. Eu apenas pedi para não cortarem à força.

 

No Voyage vermelho de Guedes (cujo nome verdadeiro é Rodrigo de Souza Pedrosa. Até hoje não sei por que chamavam-no de Guedes), fomos até o Cordeiro, onde havia um barbeiro que a galera já conhecia. No salão, tinha um sanfoneiro, que tocava enquanto o cara cortava o cabelo do cliente. O cidadão pegou a tesoura e, sem dó, cortou logo o rabo-de-cavalo. Em um minuto, o que eu tinha cultivado em 3 anos, virou pó. Careca da silva eu fiquei. Dava para sentir todos os pingos de água batendo no ex-couro cabeludo quando eu tomava banho.

  



Escrito por Billfred às 15h21
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Ecologia capilar 1

 

Sou um ecologista. De tempos em tempos deixo a mata crescer. A floresta, que fique bem claro, são os meus cabelos. Como bom headbanger, tenho preferência por eles compridos. Viadagens à parte, nunca cuidei deles com apreço. Na verdade, a moita, a maçaroca, o fuá, era um pouco anti-social, digamos.

 

Sempre alternei momentos com cabelo grande. Depois enchia o saco e debelava o matagal. Minha fama de cabeludo começa aos 2 anos. Se você vir uma foto minha dessa época, vai me achar a cara de um poodle. Minha mãe resolveu deixar o meu cabelo crescer – e nem promessa era. Mas, quando estava para completar 3 anos, ela resolveu me levar em dona Carmelita, a cabeleireira das estrelas nos anos 1970, em Goiana. Ela passou a faca e fiquei de cabelos curtos.

Eu, aos 2 anos

 

Depois, aos 11, resolvi deixar as madeixas longas mais uma vez. Era 1984 e, no Colégio da Sagrada Família, inventaram um show de talentos. Pelo tamanho de minha juba, me convidaram para imitar Pepeu Gomes, em voga com seu mantra “Ser um homem feminino, não fere meu lado masculino”. De guitarra de plástico na mão, encarnei o marido da então Baby Consuelo. As conseqüências disso só fui saber quase 20 anos depois, quando fui alvo de uma montagem que denegria meu lado masculino – e o feminino também.

 

No fim da década de 80, eu já brabo e metido às pregas de Odete como headbanger, resolvi, mais uma vez, incentivar a agricultura capilar. Confesso que não era muito chegado a um banho, quanto mais lavar os cabelos decentemente. No máximo, botava uma ampola de vitamina A no xampu – que durava décadas. (continua em outro post, pois essa porra aqui deu pau...)

 

 

 



Escrito por Billfred às 15h14
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WILL2KILL RE-PUBLISHED

Toda segunda-feira será reservada aos grandes, melhores e fuderosos momentos do Will2Kill (tanto na fase zip.net quanto na blogspot.com). Quando achar necessário - quase sempre - farei algumas alterações. Abro a série com este post, sobre teorias conspiratórias.

F.L.A.T.O.

Ou 

Fraternidade dos Leais Adoradores do Tenebroso Odor

Acabei de ler o Código Da Vinci e, apesar de todas as críticas dos intelectuais, eu gostei. Tanto é que li em um dia apenas. Mas, o que me deixou mais impressionado foram as histórias das conspirações. E, aí, inspirado (1º trocadilho) nessas ordens, acabo de fuçar nos anais (2º trocadilho) da Biblioteca da Venerável Irmandade dos Chupadores de Vulva e descobri que, nos idos do século 16, existiu no Brasil essa ordem chamada FLATO - Fraternidade dos Leais Adoradores do Tenebroso Odor.

Conhecidos à época como os cheira-peido, os irmãos desta organização se notabilizaram, através dos séculos, por sua bravura indômita. Donos de um faro (3º trocadilho) incomensurável para a polêmica, entraram para a história suas refregas com os chupa-tái, como ficaram conhecidos os integrantes da Venerável Irmandade rival.

É interessante explicar que diversas figuras notáveis também foram cheira-peido. É o caso do ex-presidente do Brasil, Nilo Peçanha. Reparem no daguerreótipo: Peçanha (que dizem, tinha um peido peçonhento - 4º Trocadilho) acaba de flatular e, por culpa de sua irascividade duodenal, não está em condições de sentar.

Outros ilustres homens também integraram a FLATO: Noel Rosa (dizem que ele balançava a roseira como ninguém  - 5º), Dom João 6º (um cara que comia frango assado como ele só podia liberar gases como um celerado), Bethoveen (que por ser surdo, não ouvia os peidos sinfônicos que produzia). Mas o que Dan Brown não sabia - ou fez questão de esconder, com medo de que quanto mais mexesse, o negócio fedesse - é da origem divina da Flato. Mais: a controvertida irmandade fui criada durante a Santa Ceia!!!!

 

Mohammed, que apesar do nome, não é muculmano, já havia formulado essa tese há décadas. Todas as feições, todos os gestuais, todas as expressões retratadas por Da Vinci em A Santa Ceia corroboram para a tese de que o que aconteceu naquela Quinta-Feira há 1973anos foi nada mais do que um peido. Podem ver: os apóstolos se acusam-se uns aos outros mutuamente da autoria do vento. Uns, querendo as graças do Salvador, assumem a culpa.

- Fui eu, Senhor!

- Não. Fui eu, infiel!!!

Bem, quem peidou, não se sabe até hoje - alguns apontam para Judas, mas o cara já tinha ganho 30 moedas...Outros dizem que foi Pedro, cujo nome não siginifica pedra, como os Evangelistas nos fizeram acreditar durante séculos, mas sim...PEIDO!!! Mas o próprio futuro papa negou três vezes ter sido ele o autor do flato. No final das contas, quem levou a culpa foi o Messias, que foi crucificado por um crime que não cometeu. Segundo as leis judaicas da época, peidar à mesa era pior do que cobiçar a mulher do próximo. O resto, é história.

Hoje, a Flato tem comunidades espalhadas pelo mundo inteiro. Uma delas, fica em Itaquitinga - corruptela para Pedra que Fede - Ita = Pedra; Quitinga - Catinga. E daí vocês podem perceber a similaridade com o nome Pedro = Peido...Pasmem!!! Outro centro de cheira-peidice é a cidade baiana de Itapetinga - é quase o mesmo nome, notaram?



Escrito por Billfred às 17h14
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